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Coluna Conversa Necessária
publicado em 13 de agosto de 2018 - Por Dirce GuimarãesÉ, o Secretário Estadual de Logística e Transporte do Governo Márcio França, disse para os jornalistas: “A duplicação da Rodovia Capitão Barduíno (SP-008) foi retirada do programa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)”. Com isso, eliminou-se a enganação da promessa eleitoreira que por anos veio acalentando nossa Bragança e toda região. Quantas horas perdidas! Quanta saliva gasta! Quanto jogo do “faz de conta”! Quantas pessoas de boa fé envolvidas!
Quanta esperança dos usuários! Quantas viagens para reuniões agendadas! Quanto se gastou do nosso dinheiro público com combustível, com alimentação e com supérfluos! Pois é, e o gasto pesado de quanto foi? Não foram contratadas empresas de engenharia especializada para a elaboração dos projetos que vão muito além das pesquisas geológicas?
Quanto se gastou? E agora, quem responde por esses gastos? Brincam com o dinheiro público. Brincam com os cidadãos, com as cidadãs, com os eleitores e com as eleitoras. Pois é, acreditamos que neste ano, com a tamanha crise moral que se abate sobre os políticos, os eleitores e as eleitoras vão fazer escolhas conscientes, os votos vão ser estudados desde os brancos, os nulos e os pessoalizados mais ainda. Tudo indica que o resultado das eleições de7 de outubro será diferente. A pergunta que mais se ouve: Votar em quem?
COM A DIVULGAÇÃO DA NOTÍCIA NESTE JORNAL EM 28/7/2018 E COM OS NOSSOS QUESTIONAMENTOS SOBRE A ESTRADA BRAGANÇA/SOCORRO, O ASSUNTO SE AVOLUMA E SUGERE ANÁLISE E REFLEXÃO
Não precisa ser um “expert” em observação, em análise, em conclusão. Basta uma olhada na nossa Bragança, no nosso município para que se registre a ausência de obras do Governo do Estado. Por que esse desprestígio, essa falta de atenção para com a nossa Bragança? Não duplicar as estradas Bragança/Socorro e Bragança/Itatiba é zerar com a autoestima dos bragantinos e dos moradores dos municípios vizinhos.
Todos acreditavam numa melhor segurança nessas estradas. Se a Perimetral já estivesse construída, todo esse congestionamento na Av. dos Imigrantes não existiria, nem as rotatórias precisariam ser removidas.Pelo o que vemos, parece que nem as verbas institucionais (obrigatórias), as do Dadetur são liberadas pelo Governo. Elas são anunciadas e as obras não acontecem. Vide o Theatro “Carlos Gomes” (Colégio São Luiz), o Lago do Taboão. E para onde foi o dinheiro dessa obra? Quase R$400 milhões. Aqui é a cidade das merrecas!
HÁ CONVERSAS E CONVERSAS. MUITAS SÃO NECESSÁRIAS, ESCLARECEDORAS, OUTRAS SÃO INSTIGANTES. CONVERSEMOS!
1 – Aqui acontecem fatos constrangedores. Será que os “autores” desses fatos são desprovidos de sensibilidade? Será que eles gostariam de estar no lugar desses cidadãos ou cidadãs? Será que eles não percebem que tal fato destaca o grau de necessidades? Quem gosta que suas necessidades especiais sejam reforçadas? Que promoção social é essa? Estamos nos referindo a forma como a Administração Municipal entrega equipamentos para munícipes portadores de necessidades especiais, expondo-os publicamente, desrespeitando a privacidade.
Será que esses fatos não geram traumas principalmente nas crianças, adolescentes e jovens? Será que a Secretária Municipal de Ação e Desenvolvimento foi consultada? Se ela é Assistente Social, um dos seus deveres é trabalhar a “inclusão social” e não a exclusão.
Temos certeza de que a forma mais respeitosa de proceder a entrega de equipamentos, de aparelhos aos cidadãos e cidadãs, é levá-los nas casas de cada um, passando orientação de uso e acompanhamento. Tudo no recôndito do lar, sem alardes, sem exposição, sem querer tirar proveito da situação.
2 – Aconteceram recentemente duas Audiências Públicas promovidas pela Câmara Municipal. As duas apresentaram os mesmos vícios: não levaram os documentos que deveriam embasar os debates e as justificativas. Na Audiência Pública do dia 24/7/2018 não foi apresentado o Convênio da Merenda Escolar (que deve estar devidamente assinado pelas partes responsáveis) quando perguntado pela cidadã Maria Bueno, ninguém da Mesa o possuía. Estranho, muito estranho.
Na 2ª Audiência Pública do dia 6/8/2018, cujo assunto foi a autorização de quase R$ 8 milhões para renovação da frota municipal, quando o vereador Moufid perguntou sobre a lista do que se pretende comprar, a lista não existia. Como? O Secretário Municipal de Finanças se dispôs a enviá-la à Câmara. Mais uma vez uma situação muito estranha.
É por isso que essas audiências perdem credibilidade. Parece que as decisões já foram tomadas. Elas existem “pro-forma”. Será que as Atas também estão lavradas? É o “jogo do faz de conta” oficializado. Essa é a Câmara Municipal de Bragança Paulista, que no final do ano apresentará um custo de R$ 13 a R$ 15 milhões. O que produziu? Gastos!
3 – Não estamos entendendo essa quietude, para não dizer omissão por parte da Prefeitura e por parte da Câmara Municipal, que até agora não fizeram nenhuma manifestação em relação à reforma das praças centrais. Os vereadores têm em mãos o memorial descritivo das obras? Já fiscalizaram? Quanto de recurso público já foi dispendido? O tempo vai passando e as praças permanecem em situação de abandono. Estamos aguardando. Ambos os Poderes têm responsabilidades.
Não podemos deixar de citar: A pesquisadora de assuntos oficiais Maria Bueno está no aguardo do Convênio da Merenda Escolar que deve ser enviado pela Secretaria de Estado da Educação, conforme determina a Lei Federal 12.527/2011, a Lei de acesso à informação e transparência.
Permanece obscuro o Convênio que deveria ser destinado para a construção do prédio que deve abrigar a creche do Jardim do Cedro a um custo de mais de R$ 2 milhões. Deve ser um prédio de construção sólida e não um “galpão” dividido em cômodos chamados de “salas”.
Caros leitores! A vigência do nosso refrão tem prazo indeterminado.
A C O R D A B R A G A N Ç A ! ! !


