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E assim diz um velho ditado: “Uma cidade sem memória é uma cidade sem história”
publicado em 15 de agosto de 2020 - Por Dirce GuimarãesEsse dístico pode ser transferido aos fatos que ocorrem no decorrer das nossas vidas, dos grandes aos pequenos, dos relevantes aos insignificantes, daqueles que merecem ser perpetuados aos que merecem ser apagados da memória. São as lembranças. E quem não as tem? Do círculo familiar.
Do círculo de amigos. Do convívio escolar. Dos acontecimentos sociais. Etc. Etc. Etc. Facilita a memorização dos fatos a sua impressão e arquivo, hoje, com todos os recursos do mundo digital, basta saber utilizá-los para que a memória esteja preservada enriquecendo a nossa história.
POIS É, COM A INAUGURAÇÃO DO PRÉDIO QUE ABRIGARÁ A INSTITUIÇÃO “ECOA”- ESPACO COMUNITÁRIO DE APRENDIZAGEM, VIERAM AS LEMBRANÇAS
A idealizadora e fundadora dessa Instituição foi a Juíza Jacira Jacinto da Silva, da 3ª Vara Cível de Bragança Paulista, no ano de 2007. Além dos objetivos claros e definidos, ela trouxe na sua bagagem boa dose de experiência, que por certo, fez com que a semente plantada em terra fértil não viesse a morrer no decorrer dos seus quase 13(treze) anos para chegar à edificação do prédio.
Memória e História aqui se cruzam e é bom que se preservem, pois poderá ser assunto de tese de algum historiador que queira pesquisar as Instituições Sociais de Apoio às Crianças e Adolescentes de nossa Bragança. Pinçamos alguns dados que rememoram o início do caminho:
LEI COMPLEMENTAR Nº 506 DE 10 DE DEZEMBRO DE 2007 – Autoriza o Executivo Municipal a ceder, pelo regime de concessão de uso, Imóvel de sus propriedade destinado ao fim que especifica e dá outras providências.
Art.1º Fica o Executivo Municipal autorizado a ceder, pelo regime de concessão de uso, ao “ECOA-Espaço Comunitário de Aprendizagem – Programa de Educação Integral”, uma área de terreno com 31.602,50 metro quadrados, pertencente ao patrimônio público municipal localizada na Alameda 15 de Dezembro, esquina com a Variante João Hermenegildo de Oliveira, Bairro Tanque do Moinho, nesta cidade, com a seguinte descrição: ……. Seguem os arts. 2º até o 7º, data e assinaturas do Prefeito Municipal João Afonso Sólis e Assessores.
Nem é preciso historiar o que se fez para chegar até aí, a Lei Complementar nº506/2007, e o quanto foi feito para se chegar ao término da construção do prédio para abrigar a instituição ECOA. Com certeza, Dra. Jacira foi convidada para o evento e está muito feliz com esta etapa vencida.
Ela foi a fundadora, deu toda orientação e cobertura, conquistou colaboradores da comunidade, marcou presença, acolheu e foi acolhida. Deixou a marca da sua passagem. A data do recebimento do prédio nos fez buscar pelos guardados e evocar as primeiras reuniões, as primeiras idas ao Recanto Maranata, às conversas com as crianças, a conquista da amizade, o início das atividades formais, as lutas diárias, a satisfação por nós merecida. Todos esses fatos compuseram as vidas de muitas pessoas, umas diretamente, outras por circunstâncias. Foram caminhos trilhados com muita fé e perseverança.
Deles fizemos parte desde o início, do momento da sua instalação, foram idas a S.Paulo, idas à Prefeitura, idas às Empresas, às Indústrias, sempre acompanhando a Dra. Jacira, buscamos pelo mobiliário, pela alimentação diária, por voluntariado etc. etc. foi um curto período, mas precioso. Desejamos todo sucesso para a atual Diretoria nessa empreitada do bem. Acreditamos que toda a história recheada de detalhes vivida por muitas e por muitos, abre o “Livro do Tombo” do ECOA.
Hoje meu computador está com soluço, foi difícil chegar até aqui.
A C O R D A B R A G A N Ç A ! ! !





