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E o horário pago por nós para a propaganda eleitoral é um repeteco das propagandas anteriores
publicado em 8 de setembro de 2018 - Por Dirce GuimarãesComo avaliar este período “oficial” de campanha eleitoral? Podemos avaliar como um período pré-eleitoral que está refletindo a situação em que se encontra o nosso Brasil. Envergonha-nos, deixa-nos pequenos diante do mundo, nos faz iguais a aqueles países governados por “seres vivos” que não respeitam os cidadãos, que não prezam a honradez, que desconhecem a honestidade, que fazem do solo-pátrio o local para a prática das corrupções. Corrupções que revelam ganância e sede pelo deus “Dinheiro”.
Corrupção parece que se tornou regra que se incorporou nos políticos. Temos um candidato que se apresenta glorioso: “Não tenho nenhuma denúncia de corrupção”. Meu Deus! Estamos realmente no fundo do poço. Enquanto as reeleições continuarem em vigor, a ganância continua sendo alimentada e o deus “Dinheiro” prevalece no topo do PODER. E o nosso voto paga por isso.
E O HORÁRIO PAGO POR NÓS PARA A PROPAGANDA ELEITORAL É UM REPETECO DAS PROPAGANDAS ANTERIORES. FALÁCIA, MUITA FALÁCIA
A propaganda eleitoral no rádio e na TV existe para solidificar os partidos grandes, dando a eles uns bons minutos para propaganda; e aos partidos pequenos ela existe para que eles continuem pequenos, dando a eles poucos segundos de propaganda.
Um bom número desses partidos pequenos usa os seus segundos para se juntarem aos minutos dos grandes, é claro que com acordos firmados. Para acabar com essa infestação de partidos: punir as falcatruas dos grandes e dos pequenos, chegando à dissolução; não permitir as coligações; estabelecer critérios objetivos e racionais para o registro e manutenção dos partidos; determinar que o Fundo Partidário chegue aos Diretórios Municipais, acabando com a concentração dos recursos nas mãos dos presidentes nacionais e estaduais dos Partidos. Dinheiro dividido, Poder diluído. Quem vai fazer essa “Reforma Política”?
Quem vai fazer uma nova Lei Eleitoral que tenha por escopo ser justa? Nós, eleitores, precisamos ser seletivos na escolha dos candidatos aos cargos de deputados e senadores. São eles os legisladores. Observem quantos candidatos de muitas legislaturas concorrendo à reeleição? É por isso que o Congresso Nacional e as Assembleias Legislativas não se renovam, e as leis também. Estão assentados em “berço esplêndido”. Culpa dos nossos votos, que perpetuam as suas reeleições. O nosso Brasil não está bem.
QUE TRAGÉDIA O INCÊNDIO DO MUSEU NACIONAL DO RIO DE JANEIRO LÁ NA QUINTA DA BOA VISTA
Incêndios nas Instituições Históricas mantêm certa constância. Por que será que isso acontece? A Folha de São Paulo de 04/9/2018 publicou uma lista de incêndios recentes: 2008 – Teatro Cultura Artística; 2010 – Instituto Butantã; 2013 – Memorial da América Latina; 2015 – Museu da Língua Portuguesa; 2016 – Cinemateca Brasileira. Incluímos nessa lista: 2018 – Museu Nacional do Rio de Janeiro.
Cada Instituição tem o seu trajeto histórico/cultural e os incêndios causaram grandes perdas. Este último, pelo seu porte, pelos seus duzentos anos de existência, pela sua história, pelo seu vasto acervo, pelas suas atividades culturais diversificadas, muito pouco vai sobrar das cinzas. Quanta tristeza para todos que ali trabalhavam nas diferentes funções. Perderam o chão! Para os estudiosos, para os pesquisadores, para os descobridores, para os imaginantes, tornaram-se pássaros feridos, impedidos de alçar voos.
E NÓS AQUI TEMOS AS PAREDES, AINDA EM PÉ, QUE DELIMITAM A ÁREA CONSTRUÍDA DO “THEATRO CARLOS GOMES”, CONHECIDO COMO “COLÉGIO SÃO LUIZ”
O estado deplorável do abandono pelo Poder Público Municipal foi a principal causa do incêndio ocorrido em 10/06/2010, na administração Jango/Gonza. Esse incêndio destruiu o seu interior. É um Patrimônio Artístico Cultural que se integrou na vida de nossa Bragança.
Data do final do século XIX a sua inauguração. Teve vida curta. Tinha capacidade de 1200 lugares e 64 camarotes. Foi o primeiro teatro do interior paulista e o quarto do país. Que expressão cultural dos seus idealizadores! Quando suas atividades foram encerradas, esse patrimônio passou para a Câmara Municipal, que fez doação para a Diocese de Bragança (não conhecemos esse “Termo de Doação). Em 2005, o Prefeito Municipal da época Jesus Chedid fez a sua compra, incorporando ao Patrimônio Imobiliário Municipal. E já faz 13 anos da sua compra.
A proposta de uso: reforma do prédio, manutenção da sua originalidade e destinação à educação e à cultura. Essa proposta justifica plenamente a aquisição, somando-se a preservação de uma relíquia histórica. Só que até agora nada se efetivou.
E o seu comprador é novamente prefeito de nossa Bragança. E daí? Como deixar um patrimônio público abandonado? E a atual administração municipal já está findando o seu 2º ano. Será que os seus afastamentos estão interferindo na administração municipal? Há um desapontamento geral na comunidade bragantina. A rotinas administrativas deixam muito a desejar. Parece que nada dá certo. Planejamento é a palavra certeira. Que tal usá-la?
Pois é, e lá está o “Theatro Carlos Gomes” com as suas paredes limítrofes unidas por vigamento de ferro, que por certo não permitem que elas desabem, no aguardo que a sua proposta de uso seja cumprida. Nas administrações municipais anteriores ocorreram investimentos de recursos públicos, não sabemos avaliar: se foram quantidades ínfimas ou se foi má gestão.
Os nossos olhos leigos nos dizem que o melhor foi o vigamento de ferro. Gestão Fernão/Huguette? O mais triste: os prefeitos anteriores não mantiveram a vigilância e o atual também não mantém nem a vigilância e nem a limpeza do local, que pode ser moradia de escorpiões, de aranhas, de ratos, de baratas, de outros “seres vivos” que perturbam a vizinhança. É lamentável!
E nós continuamos sem ter um único espaço público bem conservado, bonito, aconchegante, higienizado, que dê nome à administração municipal e que nos dê um alívio ao dizer que moramos aqui. E agora para completar instalou-se um permanente caos no trânsito. Os motoristas em busca de alternativas para desviarem da ex-Praça 9 de Julho, estão “povoando” ruas e avenidas do Jd. São José, Jd. Europa, Santa Luzia. Difícil mesmo é desviar da rotatória do São Francisco, que está supercongestionada.
Temos visto dois agentes de trânsito com a caminhonete estacionada no leito da rotatória, que acaba sendo mais um complicador. E nós voltamos a reafirmar: a solução para descongestionar o trânsito é abrir novos caminhos. E só. Que tristeza repetir: Pobre Bragança, pobre!
Para as próximas eleições o nosso refrão grita alto:
A C O R D A B R A G A N N N N Ç A ! ! !


