Colunistas

IFSP –Instituto Federal de São Paulo

publicado em 17 de novembro de 2018 - Por Dirce Guimarães

IFSP –Instituto Federal de São Paulo. Vamos juntos aos seus comentários? Falemos um pouco enquanto Instituição Educacional: O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de S. Paulo é uma autarquia Federal de Ensino. Foi fundado em 1909, como Escola de Aprendizes Artífices. Recebeu também os nomes de Escola Técnica Federal e Centro Federal de Educação Tecnológica.

Transformou-se em Instituto em dezembro/2008. O IFSP destina 50% das vagas para os Cursos Técnicos e no mínimo 20% das vagas para os Cursos de Licenciatura, priorizando as áreas de Ciências e Matemática. A partir de 2012 oferece o Curso Superior de Formação de Professores na modalidade de Ensino a Distância-EaD. Possui 37 Unidades no nosso Estado e mais de 40.000 alunos. Começou aqui suas atividades em 2.006, na gestão Jango/Gonza. Conta com 1.000 alunos (dados da telinha).

Falemos da sua instalação: O IFSP está instalado num prédio de andares, que visto da estrada mais parece um prédio comercial. Localiza-se próximo às margens da Rodovia Capitão Barduíno e da entrada do Jd. São Miguel. Total investido: R$22 milhões em terreno de 22.000 m² doado pela Prefeitura. Início da obra: dez/2013; área construída: 8.000 m²; término dez/ 2018. Projetos futuros: anfiteatro, refeitório; ginásio de esportes. Onde?

Foi excelente a aquisição dessa Instituição de Ensino. Só não conseguimos entender o terreno doado pela Prefeitura e a aceitação do mesmo pelo MEC. O terreno é uma perambeira, um precipício. Como pensar em acessibilidade? Como pensar num “campus” do IFSP? Quem foi “o indivíduo” que teve essa ideia desastrosa de escolher esse terreno para a construção do IFSP para nossa Bragança? Será que a Secretaria Municipal de Educação foi consultada? Qual foi o parecer do Conselho Municipal de Educação? E o Plano Diretor do Município não dispõe sobre a ocupação do solo? E a Câmara Municipal, a Presidência, os nobres Vereadores, a Comissão Permanente de Educação, não se manifestaram, ou melhor, não marcaram presença na hora de fiscalizar os Atos do Prefeito?

E A NOSSA CONVERSA SEGUE

Pois é, embora nossa Bragança tenha topografia íngreme, é possível localizar áreas planas que facilitam o acesso e barateiam os custos da obra. Pelo jeito, os Prefeitos que por aqui passam não são vocacionados para Educação. Aliás, não sabemos ou não devemos saber para o que são vocacionados.

Em termos de prédios escolares: lá atrás, o primeiro prédio da Escola “Cásper Líbero” foi construído num brejo e o andar térreo abaixo do nível da rua. Sempre teve enchentes e continuará tendo. Apesar dessa situação, construiu-se o segundo prédio, que mais parece prisão, nos fundos do primeiro, tendo por divisa o ribeirão do Lavapés, palco de enchentes.

É um local totalmente inadequado, de difícil acesso, circundado por avenidas com grande movimento e barulho, é ponto comercial, não tem alunos na “redondeza”. Será que o Prefeito da época não se propôs a doar para o Estado um terreno amplo, num local acessível, com o mínimo de barulho, para que nele fosse construído o 2º prédio da Escola “Cásper Líbero”, uma construção erguida em cima de colunas e vigas de concreto, muito diferente desses “predinhos” que a prefeitura constroi? Prédios Escolares é um assunto que precisa voltar.

São prédios orçados numa média de R$ 4 milhões. E nós, o que faríamos com R$ 4 milhões? E os vereadores? Acompanham as obras com o Memorial Descritivo nas mãos? E nós pagamos R$ 12 mil de salário mensal e pagamos também para eles toda uma assessoria jurídica, financeira, administrativa da Câmara Municipal, para dar suporte às suas Atividades Legislativas.

Pelo jeito, sentem-se satisfeitos indo nas inaugurações, nas reformas de prédios só de blocos com piso de barro, com uma camada fina de esmalte. Prazo de validade: um curto espaço de tempo. Hoje a construção de prédios escolares é frágil, é descartável. Parece que são feitos para não durar.  E nós pagamos. Pagamos tudo. Caros leitores! Não deixem de observar o que é feito com o seu, com o meu, com o nosso dinheiro.

E O DIA A DIA DA NOSSA BRAGANÇA

E as nossas praças centrais Raul Leme e José Bonifácio continuam sujas, com a reforma inacabada. O Colégio São Luiz está no compasso da sanfona, fez-se um Edital de licitação para contratação de empreiteira, em seguida, foi tornada sem efeito. E o tempo passa! Será que a Vigilância Sanitária não deve dar busca por escorpiões, aranhas, ratos, nos entulhos e matos lá acumulados? Queríamos estar numa Bragança com seus prédios públicos, com suas ruas, avenidas, praças, calçadas, todos com excelente manutenção e limpeza. O trânsito continua caótico. Muitas faixas de pedestre estão sem pintura. Tomara que os “Anjos da Guarda” não batam suas asas! Senão, os acidentes pipocam em série.

A C O R D A   B R A G A N Ç A  ! ! !