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Quando os atos violência atingem a todos?

publicado em 15 de setembro de 2018 - Por Dirce Guimarães

QUANDO OS ATOS VIOLÊNCIA ATINGEM A TODOS? QUANDO ELES NÃO SÃO DISCRIMINATÓRIOS, QUANDO O ENDEREÇO É ÚNICO, AS REAÇÕES SÃO INDIVIDUAIS

A facada no candidato Bolsonaro está perdendo foco. Foi uma violência física extremada. O autor cita a política como causa, face aos impropérios pronunciados pelo Bolsonaro. Essa violência atingiu a todos brasileiros com diferentes justificativas e extrapolou nossas fronteiras. Neste momento de campanha eleitoral, em que o Brasil está mergulhado numa crise de moralidade que é o nascedouro de outras crises, essa agressão ao Bolsonaro acendeu o “pisca-alerta” dos candidatos aos cargos executivos: Presidente e Governador.

Pois é, mas neste nosso Brasil existe uma outra violência que é coletiva, que é maiúscula, que atinge a maioria, que é grave, que desrespeita o que há de mais grandioso: o ser humano dotado de inteligência, de potencialidades, de capacidade para vencer desafios. Entretanto, essa imensa maioria tem como local de nascimento a base da pirâmide social, e apesar dessa maioria nascer pronta para crescer, para progredir, para ser feliz, o rótulo de pobre, de carente, de coitado, já está cravado na sua vida intrauterina e se cristaliza ao vir à luz do mundo. São poucos os que conseguem superar essa situação. São herois, mas são lembrados constantemente que vieram “lá de baixo”. Carregam esse estigma para “todo o sempre”.

E QUAL É ESSA VIOLÊNCIA COLETIVA QUE FERE PROFUNDAMENTE? QUE FAZ DOS CIDADÃOS MENOS CIDADÃOS? QUE SURRIPIA OS DIREITOS? QUE IMPEDE A DIGNIDADE?

É A INJUSTIÇA SOCIAL. Essa injustiça social está plantada na cúpula dos Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Sua ganância é cultivada com todo esmero para que o desejado sempre aconteça: Venha a nós tudo, tudo. Quanto mais, melhor. Essa ganância sem limite tem efeito cascata, desce para as suas ramificações. Causa uma alegria geral para os componentes.

Enquanto que essa minoria que vive no topo da pirâmide tem altíssimos salários, mordomias que nos revoltam, a começar pelo Plano de Saúde, auxílio-moradia, auxílio-paletó, motoristas, carrões, correio, telefones, imprensa, além de uma imensa assessoria cuja nomeação obedece o critério de estrita confiança (deles). Essa assessoria tem a incumbência de eternizá-los no Poder no caso do Legislativo, conquistando votos dos eleitores e dando a eles reeleições, reeleições, reeleições, até que a morte os convoque, ou alguma doença ou a própria senilidade declarem a sua invalidez.

Essa INJUSTIÇA SOCIAL fica mais evidente na maioria da população que fica totalmente desprotegida dos bens sociais, como atendimento à saúde, educação, moradia, segurança, emprego, transporte, comunicação etc. Esses cidadãos têm os seus direitos confiscados e todos são contribuintes compulsórios de impostos.

Essa INJUSTIÇA SOCIAL, embora se concentre na maioria, na base da pirâmide, ela tem os seus reflexos nos andares superiores. Um dos reflexos que mais doi é vermos, é sentirmos, é engolirmos essa realidade que massacra nossos irmãos, que impedem que sejam cidadãos inteiros, que são submetidos a condições de “coitados”. Daí, nascem medidas paliativas, umas sérias, umas vigaristas, são gotas no oceano.

É PRECISO QUE ANALISEMOS OS DOIS LADOS DA MOEDA: A CLASSE DA MINORIA E A CLASSE DA MAIORIA

Para essa análise bem rudimentar, mas de possível alcance, se tomarmos como base inicial: quantidade e qualidade e nos aprofundarmos só um pouco, isso nos dará a dimensão da gravidade desse problema social que ganha espaços imprevisíveis. É complicado e simplista demais afirmarmos que essa criminalidade, essa violência, essa degradação social que ocorre nas nossas proximidades, é fruto “da classe da maioria” e ponto. É preciso que pesquisemos o “porque” que gera essa situação. Descobrindo o “porque”, é preciso que busquemos a solução e ela existe.

Vejamos então a “classe da minoria”, aquela que usufrui, que manipula, que vive às custas do nosso dinheiro, é a classe que compõe a cúpula dos “Poderes” Executivo, Legislativo e Judiciário e suas ramificações. Os componentes dessa classe não têm pudor nenhum em “roubar” o nosso dinheiro, produto do nosso trabalho, que deveria retornar em forma de bens e serviços para “todos os cidadãos”. São praticantes efetivos da “INJUSTIÇA SOCIAL” que tanto mal causa ao país.

O tamanho rombo que fazem nos cofres públicos, esse dinheiro faz falta no básico, em ordem prioritária: na EDUCAÇÃO, porque um povo educado conhecedor dos seus direitos não permite que essa imoralidade aconteça. No dia de HOJE, onde está a nossa EDUCAÇÃO? Deteriorada, desclassificada, desacreditada. Estamos no fundo do poço. Regredimos, nivelamos por baixo, já não se sabe mais “ler, escrever e contar”. Perdeu-se a capacidade de interpretação da leitura oral e escrita.

Essa INJUSTIÇA SOCIAL plantada por essa MINORIA se assenta nos altíssimos salários, nas mordomias revoltantes, no número absurdo de assessores. Esses gastos não condizem com a crise real que vive o país. Pensar que um “deputado” pode chegar a ter um gasto de R$ 100 mil por mês, esse teto ultrapassa todos os limites do aceitável.

E pensar na MAIORIA, onde muitos nem têm emprego, e nos empregados, eles têm que se contentar com o salário mínimo, que no próximo ano vai para R$ 1.009,00(um mil e nove reais) por mês. E essa minoria despudorada vive às nossas custas. E cabe a pregunta: Quem pratica as maiores violências? Quem mata mais? Quem rouba mais? Quem fere mais? É muito fácil responder.

Pois é, estamos num momento de decisão, o nosso voto precisa ser pensado, muito bem analisado. Em relação aos presidenciáveis e ao governador, no primeiro turno, devemos votar no candidato que achamos o melhor, com ou sem chance de vencer; no segundo turno a decisão se afunila.

Para deputados federais e estaduais e senadores, estão as velhas raposas querendo mais uma reeleição, não querem perder as gordas tetas do Poder. Querem continuar na mesmice. E nós queremos sempre os mesmos? Não queremos desfazer do nosso voto viciado. Continuaremos no mesmo estágio? A presente situação pede por mudança. Não é hora do BASTA?

E AS NOSSAS PRAÇAS CENTRAIS JOSÉ BONIFÁCIO E RAUL LEME CONTINUAM COM A PLACA QUE ANUNCIA AS SUAS REFORMAS. QUANDO ACONTECERÃO?

Pois é, as praças para nós sempre foram pontos de encontro de amigos, de amigas, de familiares aos domingos para que as crianças brincassem, comessem pipoca, se melassem com algodão doce. Hoje as crianças ainda continuam brincando, mas já faz uns bons meses que estão tendo um compartilhamento por parte da Prefeitura local. Pintura sempre é a última fase.

Aqui nas praças, foi a primeira, pintaram-se uns bancos de verde bandeira, depois mudou e pintaram todos de verde colonial. Dias deste fizeram uma raspagem da pintura em boa parte dos bancos. Agora estão pintando de novo. Realmente a Prefeitura está brincando, está dividindo o espaço com as crianças que também gostam muito de pintar. E nós pagamos R$12 mil mensais para cada vereador fiscalizar os Atos do Prefeito. Cadê essa fiscalização?

A C O R D AB R A G A N Ç A ! ! !