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Raposão e alguns movimentos “sociais”

publicado em 4 de maio de 2018 - Por João Raposo

Raposão acordou na madrugada de terça-feira passada com a triste notícia do incêndio em um prédio na região central da cidade de São Paulo, no Largo do Paissandu. Logo me veio à cabeça: Joelma e Andraus de novo, não! (uma referência a esses tristes episódios, quando esses prédios incendiaram, na década de 70, e pessoas se jogavam lá do alto, optando por morrerem na queda, “do que” queimadas).

Logo as notícias davam conta que os moradores já haviam saído do prédio, mais tarde se constatou que há (até o momento que escrevia esta coluna) cerca de quatro desaparecidos. Mas, o que chama atenção nisso tudo é o descaso de todos!

De todos! O prédio era ocupado por pessoas sem teto que inclusive “pagavam” certa quantia (pelo que se tem notícia, girava em torno de R$150 “por cômodo”) a um “movimento social”. Por sua vez, a Prefeitura tinha ciência da situação do prédio (e tem de mais outros setenta prédios que também estão invadidos e talvez na mesma situação que esse que implodiu com o incêndio, ou até pior), mas também nunca fez nada! Enfim, a lista de omissões é enorme.

Muita coisa chama atenção nessa tragédia, mas movimento social cobrar “taxa” para morar em um local invadido soa o absurdo, o ápice da “exploração do ser humano pelo próprio ser humano”, aliás, o que eles mesmos repudiam, no auge das suas doutrinas socialistas.

Por enquanto, sigamos vendo líderes de movimento sem terra andando de caminhonetes ou pick-ups de quase “200 mil reais”. Raposão sugere que vendam esses veículos e comprem ou troquem por terras, dando real sentido a esses movimentos.

E assim caminha a “humanidade” (ao menos aqui no Brasil)…

PREFEITURA E PRAÇA 9 DE JULHO

Raposão sempre teve muita atenção por parte da atual administração municipal quanto às opiniões que emito por aqui, e agradeço imensamente isso! Creio que o fato de sempre fazer críticas “construtivas” pesa muito, pois nunca fiz comentários com a pura intenção de “criticar por criticar”, mas Raposão sempre se manifesta tentando corrigir algo que entende estar errado ou que possa melhorar a qualidade de vida de todos nós que moramos nesta querida Bragança Paulista.

Pois bem, na semana passada Raposão alertou sobre o fato da pista nova, que está sendo construída ali na Praça 9 de Julho, estar ficando estreita justamente onde é uma “curvinha”. Refiro-me a curvinha que vai ter bem ali quando passa o Banco Itaú (como quem vem de São Paulo) para adentrar sentido onde havia uma Maria Fumaça.

E novamente a Prefeitura foi muito solícita com Raposão, pois junto com o vice-prefeito Amauri Sodré, o secretário de Mobilidade Manoel Botelho, o atencioso Paulo Armando, e tantos outros mais, estivemos ali no próprio local, na sexta-feira da semana passada, para ver “in loco” a situação. Raposão conseguiu mostrar o que achava que estava incorreto e a promessa é que ali, naquela parte da via, vai ser alargada, justamente para permitir uma entrada “mais folgada” de dois veículos ao mesmo tempo. Deixo aqui os meus agradecimentos à Prefeitura e a todo esse pessoal que se mobilizou para ver o que Raposão “reclamava” e esperamos que a solução encontrada seja posta em prática.
Aguardemos…

FIM DOS JUÍZES

Calma! Raposão explica! Ninguém aqui está querendo acabar com o nosso Judiciário! Raposão, após receber muitos e-mails, especialmente dos amigos palmeirenses (“aqueles que não têm Mundial” – xiiii…será que agora eu vou apanhar na rua?), resolvi abordar o assunto e não estou me referindo aos juízes de Direito, mas sim ao “juiz de futebol”, e cheguei à conclusão que eles devem ser extintos! Isso mesmo! Acabar com os juízes de futebol é o que sugere Raposão!

Após a confusão gerada na última final do Paulistão (que o presidente do Palmeiras prefere chamar de “Paulistinha” – acredite, Raposão ainda vai falar disso!!!!) lembrei-me das partidas de futebol que jogava na quadra de futebol salão e no campinho de “pouca grama” do Clube de Campo de Bragança, e as memoráveis disputas entre “Centro x Jardim Nova Bragança” (éééé..a gente dividia os times conforme o bairro que os jogadores moravam), lá pelos anos de 1980, 1981, e lembrei-me que NÃO existia juiz! Isso mesmo! Não havia ninguém que apitava!

Naquela época funcionava assim: se alguém achava que tinha sofrido falta, pedia para parar, gritava na hora! E se pedia, parava! Parava tudo! E todos aceitavam, embora muitas vezes escutavam-se uns berros de “menina”, “dodoi” e até de “viadinho”, mas a jogada parava e a falta era batida! Óbvio que tinha algumas “regras básicas”, tipo “bola dividida” (a famosa “prensada”) era sempre da defesa (acho que era uma forma de “premiar” os zagueiros, sempre atordoados com “os craques da época”) e a qual eu mais gostava: “dois em um” era falta!

Adorava isso, porque, modéstia à parte, fui craque em futebol e ser marcado por um só era tudo o que eu queria (talvez por isso que eu tenha sido craque!? – Obs: depois fui “craque no tênis, também – repare como Raposão é “modesto”!).

Ora, se jogar sem juiz funcionava conosco, na maior rivalidade que eu conhecia na época, no jogo mais disputado e que ninguém queria perder, no maior “clássico” que era esse confronto entre “Centro x Nova Bragança”, por que não funcionará em um São Paulo x Palmeiras ou em um Palmeiras x Corinthians?

Fim do juiz de futebol já!

HOMENAGEM AOS CRAQUES DA INFÂNCIA

Óbvio que a lembrança de um jogo entre “Centro x Nova Bragança”, lá dos anos 80/81, ativou a memória de Raposão. E vou aqui pedir permissão para falar um pouco dos jogadores que dividiam o campo, na época, comigo. E peço desculpas por não poder citar todos, não porque não queira, mas porque minha memória já não é mais “aquela coisa”.

Sempre quando vou falar de quem jogava bola comigo, tenho uma tendência de lembrar dos adversários, pois só eu sei o que corria atrás deles. Óbvio que isso é uma injustiça aos meus companheiros que me ajudavam a ganhar, mas se o próprio futebol não é justo (muitas vezes um time que jogou pior, ganha o jogo!), por que Raposão seria?

Lembro-me do time da Nova Bragança do Ratinho (Eduardo Gomes – hoje dentista), um centroavante brilhante, “fuçador”, que corria, enchia o saco dos zagueiros, bem no estilo Juari, que jogou no Santos (lembra-se?). O meio de campo formado pelo Marinho Valle (hoje corretor de imóveis) e Lé (Laércio J. Mendes Ferreira Filho – hoje juiz de Direito), era um meio de campo para fazer o “Barcelona” babar. Marinho, um jogador mais completo, corria o campo todo, marcava, atacava e armava jogadas como ninguém.

Hoje seria comparado talvez a um “Lucas Lima” (meia do Palmeiras), na boa fase, é claro. Já Lé, mais técnico, consequentemente mais “parado” (naquela época os meias jogavam mais parados), batia bem falta, lançava, hoje seria comparado a um Paulo Henrique Ganso (ex-Santos e que hoje joga na Espanha). Tinha o Beto Maia, infelizmente já falecido, goleiro dos bons, um pouco “nervoso”, é verdade, mas que dava conta do recado.

O Rubão (Rubens Amaral – hoje escrivão no Fórum), o “xerife” da zaga, mas sem usar o revólver. Xerifava na técnica, às vezes só umas leves “botinadas”, afinal zagueiro tem que se impor de vez em quando, não é mesmo? Pelo nosso lado, o “Centro”, tinha o Biuca (Celso Luís Ferraz – hoje dentista), um cara incansável, corria, corria, corria e corria.

Seria uma espécie de “Mineiro” (aquele volante que foi campeão Mundial pelo São Paulo). O Dirceuzinho (Dirceu “Borboleta” Moreira), infelizmente também falecido, um craque, técnico, driblador, um belíssimo meia! O Caco Sapo (Fernando Tavares – hoje corretor de seguros), um ponta direita veloz, era lançar a bola e “ver ele” chegar “na” frente do lateral sempre! Atualmente acho que não faz mais isso não! (risos).

Tinham tantos outros: Xexé (Luiz Marcelo Appezzato – lateral – hoje agricultor), seu irmão Ricardo Appezzato (também um ponta veloz – hoje engenheiro), Ricardo Gesuatto (Leitão – zagueiro – hoje contador), Lê (Marco Aurélio – goleiro), Dadinho (Dado Pannunzio – volante – hoje engenheiro. Obs: morava no Taboão, mas a gente abria uma exceção para ele jogar pelo time da Nova Bragança, afinal do outro lado tinha “eu”) e tantos outros que não consigo lembrar agora, mas que prometo citar nas próximas colunas. Ah, tinha eu!

O “Falcão” do time (aquele Falcão que jogou no Internacional-RS e a Copa de 1982, lembra-se?), só que eu era “bem melhor que ele”, pois eu defendia, atacava, chutava de longe, cabeceava, batia falta e, ufa, cobrava escanteio (e levava a bola para casa também!).

Agora eu pergunto: se nesse “jogão” não tinha juiz, você não acha que vai dar certo tirar o juiz dos jogos atuais, onde nem craques “desse naipe” acima citado temos?

E paro por aqui antes que comecem a me chamar de “Raposão Milton Neves”. E para quem acha que Raposão exagerou no comparativo dos jogadores acima, leia atentamente o parágrafo de despedida abaixo.