Colunistas

Realmente os senadores vivem num mundo encantado

publicado em 10 de novembro de 2018 - Por Dirce Guimarães

REALMENTE OS SENADORES VIVEM NUM MUNDO ENCANTADO. PARA ELES, O BRASIL, COM 13 MILHÕES DE DESEMPREGADOS, NÃO EXISTE. LEIAM:

“Senado aprova aumento de 16,38% no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal e no salário da Procuradora Geral da União. Passarão a ganhar por mês R$39.200,00”. Ganharão por dia a quantia de R$1.306,66. Pois é, aquele trabalhador, que por certo não lhe foi dado condições para se apropriar de bens culturais, quando consegue trabalho mensal recebe o salário mínimo, na quantia de pouco mais, pouco menos de R$ 1000,00. “Esse impacto nas contas públicas causado por esse aumento, pode variar de R$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões por ano, graças ao chamado efeito cascata”. Com essa “cachoeira”, juízes, desembargadores, defensores públicos, procuradores do Ministério Público Federal e Estadual, entre outras carreiras, terão seus salários automaticamente aumentados”. Parece que estamos revivendo a velha França. Pagamos altíssimos impostos para manter salários e mordomias da cúpula dos três Poderes e de suas ramificações. São plantadores da injustiça social. São sugadores viciados. Não se dão conta das necessidades básicas que sofremos, nós o contribuintes compulsórios de impostos.

FALEMOS DE NOSSA BRAGANÇA

A notícia do BJD de 7/11/2018 na primeira página “Área da FESB é declarada de utilidade pública” pelo Prefeito Jesus Chedid, nos calou fundo, nos entristeceu muito. A FESB é uma Instituição de Ensino que nasceu da vontade e garra de professores daqui de nossa Bragança. Teve percalços, enfrentou dificuldades, mas saiu vencedora. Goza de credibilidade. Difunde cultura. Profissionaliza. Encaminha. Lapida talentos. Respondem pelo seu sucesso as administrações que vieram se sucedendo, os professores que caminharam e os que continuam caminhando e os alunos que buscam ali a construção dos seus projetos de vida. Para nós, essa atitude do Prefeito em declarar de utilidade pública para fins de desapropriação, parte do imóvel que pertence à Fundação de Ensino Superior de Bragança Paulista(FESB), parece ter sido intempestiva. Por certo, está instalado um clima de disputa que não condiz com a Instituição de Educação e Ensino e muito menos com a Administração Municipal que está se valendo do seu “Poder legal” de impor sua decisão. Essa ação é um retrocesso. É lamentável esse fato. Será que não cabe diálogo? Essa desapropriação de parte do imóvel, além de ser muito estranha, esse fato será um marco negativo para essa administração municipal que ficará registrado no campus da FESB. Tomara que não se concretize. Se vier a se concretizar merece o registro em placa de bronze para conhecimento da posteridade.

Sabem por que essas coisas acontecem? Porque não existe PLANEJAMENTO. A não obediência das suas etapas pode causar sérios transtornos, com danos irrecuperáveis. A leitura de Compêndios de Administração faz bem. A impulsividade é inimiga dos atos pensados, ponderados, raciocinados. Conhecemos um ex-prefeito que ao receber propostas com germes de polêmica, ouvia-as atentamente e criteriosamente arrematava com duas palavras: “ Vou pensar”. Com isso se blindava dos atos repentes, deixava de ser induzido, livrava-se de possíveis “dores de cabeça”. É uma boa receita!

Hoje, a nossa conversa versou sobre educação, ensino, prédio escolar, relacionamento, prefeito, prefeitura, perguntamos: Vocês bragantinos, vocês moradores de nossa Bragança sabem onde está instalado o IF (Instituto Federal)? É uma Instituição de Ensino Federal que goza de toda excelência, oferece cursos atualizados com o contexto tecnológico. O IF veio prestigiar toda esta região e cresce dia a dia. Procurem conhecer o seu prédio externamente e o terreno onde foi construído. Vamos juntos fazer comentários na próxima conversa?

Estamos com o tempo esgotado, o BJD nos espera. Soubemos via Sessão da Câmara Municipal que a empreiteira da reforma das praças centrais já recebeu uma parcela de R$103.000,00. Não é muito para o pouco que fez? Perguntamos ao Prefeito Jesus: Vamos passar mais um Natal com o piso velho, todo remendado, cheio de calombos, com as mesmas luminárias? Onde está o projeto paisagístico? Será que o vereador Basílio recebeu o Memorial Descritivo da reforma solicitado por ele? Quais as suas considerações. E nós pagamos tudo, tudo.

Com o trânsito atravancado na frente e na lateral da Escola Municipal “Dr. Jorge Tibiriçá”, vamos nós “tartarugando”. Se houvesse Planejamento da Rede Física Escolar Municipal, esse problema não mais existiria. A solução é muito simples, não demanda gasto financeiro. Quem sabe numa próxima gestão.

A C O R D A   B R A G A N Ç A  ! ! !