Cotidiano

Após anos de espera, Parque Ecológico e sede do Ecoa são entregues

publicado em 14 de agosto de 2020 - Por A Imprensa de Bragança
As obras visaram a recuperação de área situada às margens do Lago do Tanque do Moinho, na Alameda XV de Dezembro, cruzamento com a Rodovia João Hermenegildo de Oliveira (SECOM)

Após espera de quase uma década, finalmente o Tanque do Moinho ganhou um Parque Ecológico; e o Espaço de Convivência e Aprendizado (Ecoa) uma nova sede. A Prefeitura de Bragança Paulista realizou a entrega dos novos equipamentos na última quarta-feira, 12 de agosto.

A área há tempos era assolada por queimadas frequentes, despejo irregular de entulho e lixo doméstico, e utilizada como ponto de venda de drogas e prostituição. Tudo isso foi relatado em várias matérias do Bragança-Jornal ao longo dos últimos anos.

As obras visaram recuperar área situada às margens do Lago do Tanque do Moinho, na Alameda XV de Dezembro, cruzamento com a Rodovia João Hermenegildo de Oliveira (Variante do Guaripocaba) e transformá-la em um Parque Ecológico.

Além do Parque, foram construídos um Espaço Comunitário de Educação Socioambiental, denominado Viveiro Escola e a nova sede do Ecoa, uma instituição sem fins lucrativos focada no acolhimento afetivo e de aprendizado de crianças e adolescentes da comunidade carente.

“Era um terreno abandonado, usado para consumo de drogas e prostituição, e que hoje, após o projeto ser colocado em prática, junto à criação do Parque Ecológico, ajudou na recuperação de uma área degradada e beneficiou o projeto Ecoa. Bragança Paulista teve a felicidade de ser escolhida por este projeto, que hoje está aqui sendo entregue”, ressaltou o presidente do Ecoa, Elias Gomes de Oliveira, durante a entrega dos equipamentos.

O recurso para a execução da obra veio do Fundo de Interesses Difusos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (FID), vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania. O Fundo é mantido por ações civis públicas e seus recursos financiam projetos que tenham como objetivo a preservação e reparação de danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, ao patrimônio histórico, turístico e paisagístico, visando o atendimento da coletividade e não de um grupo específico. Devido ao tempo de demora, já que a assinatura desse convênio ocorreu em 2011, os recursos foram recuperados pela atual administração com o trabalho do deputado estadual Edmir Chedid nas tratativas junto ao Estado.

O secretário de Obras, André Monteiro, comentou durante a inauguração sobre a dificuldade encontrada para a conclusão da obra. “Foi uma briga muito grande para chegar à conclusão, pois a primeira empresa não conseguiu terminar, teve rescisão de contrato, nova licitação. Toda população aqui da região será beneficiada, além de toda a parte de plantio de mudas que serão criadas aqui e plantadas em outras áreas”, disse.

“Uma importante obra e hoje estamos entregando este belíssimo espaço, que vai atender a parte de lazer e pedagógica”, disse o vice-prefeito Amauri Sodré.

Em entrevista ao Bragança-Jornal, Eledi Gonçalves, gestora do Ecoa, afirmou que apesar da demora na construção da nova sede e do Parque Ecológico, “tudo aconteceu no momento certo”. “Hoje estamos mais organizados, o Ecoa tem novo estatuto e mantemos a parceria com a Prefeitura. Embora tenhamos almejado há muito tempo, a nova sede veio no momento certo”, afirmou.

Quando dá assinatura da ordem de serviço, em abril de 2019, o prefeito Jesus Chedid destacou que a obra do Ecoa e do Parque Ecológico era uma das mais importantes de sua gestão. “É uma obra exponencial. Já construí várias escolas, mas considero essa uma das obras mais importantes. Sem dúvidas, essa é uma das melhores obras que vamos fazer”, disse na ocasião.

“Agora os desafios são outros. O espaço precisa de segurança, de rondas da Guarda Municipal para não ser depredado. É patrimônio público que precisa ser cuidado não somente pela Administração Pública, mas por toda a comunidade”, finalizou Eledi.

Conversas no Facebook