Cotidiano
Ex-secretário de Cultura e Turismo rebate comentário de vereador
publicado em 25 de maio de 2018 - Por A Imprensa de Bragança
Ivan Montanari Lima esteve na Tribuna Livre da Câmara Municipal
A Tribuna Livre da Câmara Municipal na 16ª sessão ordinária do ano, na última terça-feira, 22, teve a presença do ex-secretário municipal de Cultura e Turismo, Ivan Montanari Lima, para réplica a comentário feito pelo vereador Claudio Moreno, em sessão ordinária realizada no dia 2 de maio.
Nessa ocasião, Claudio falou sobre os salários de servidores comissionados que atuavam na Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (SMCT) na administração do ex-prefeito Fernão Dias da Silva Leme, e, mencionando Ivan, questionou se aquela equipe não poderia ter elaborado o Plano Municipal de Turismo ao invés de ter contratado uma empresa ao custo de R$ 280 mil, valor que considerou alto em comparação ao gasto por outros municípios, sendo que em alguns deles o plano foi elaborado sem custos.
Ivan foi apresentado pelo vereador Luís Henrique Duarte (PV). O ex-secretário esclareceu que não participou da elaboração do Plano Municipal de Turismo. Segundo ele, o plano em questão já havia sido contratado pelo valor de R$ 300.021,36, com recursos do Governo do Estado, na gestão de Noy Camilo, substituído da pasta no governo passado por Luis Henrique Duarte, que posteriormente deu lugar a Ivan.
“A partir do momento em que se questiona o valor, não está só questionando o governo municipal anterior, mas também o governo do estado. Não só o governo do estado estava de acordo como a própria atual administração entendeu que o processo estava correto ou sendo bem feito.
Se a atual administração tivesse entendido que havia qualquer irregularidade ou falta de interesse público, poderia ter feito a rescisão ou modificação do contrato como versa na lei 8.666, unilateralmente”, completou.
Ivan disse ainda que participou apenas da elaboração do Sistema Municipal de Cultura, apresentado durante o VIII Seminário de Políticas Culturais, da Fundação Casa de Rui Barbosa, órgão do Ministério da Cultura, no Rio de Janeiro, em 2017.
“Foi falado que ganhei um prêmio pelo plano municipal de turismo. Se eu ganhei esse prêmio não estou sabendo porque nunca prestei ou inscrevi para plano de turismo, até porque o plano de turismo foi entregue pela atual administração. Eu não estava envolvido quando foi concluído. Então não tinha como eu me inscrever. A única coisa que pude pensar foi no seminário que participei em 2017”, respondeu.
“Meu trabalho era acadêmico e qualquer cidadão poderia ter inscrito esse trabalho no seminário e ter apresentado. Nenhum dinheiro público foi gasto para que eu pudesse ir até lá. Paguei do meu bolso. Eu já não era mais funcionário da secretaria, fui exonerado em dezembro de 2016. Então não tinha como o governo pagar minha passagem nem promover minha imagem”, concluiu.
