Cotidiano

Greve dos caminhoneiros chega ao fim

publicado em 2 de junho de 2018 - Por A Imprensa de Bragança
Desde a última quarta-feira, 30, vários postos receberam caminhões-tanque. Nesse dia, a corrida pelo combustível foi grande; no dia seguinte (quinta-feira, 31) já havia menos filas nos postos

Chegou ao fim, na última quinta-feira, 31 de maio, a greve dos caminhoneiros. Um dos últimos pontos de paralisação ocorria no Porto de Santos.

Conforme divulgado pelo governo do Estado de São Paulo na manhã dessa sexta-feira, 1º de junho, o fim da greve foi decidido em assembleia após reunião com o governador Márcio França. Em Bragança, o abastecimento nos postos de combustíveis e de gás de cozinha foram retomados, no entanto, vai levar alguns dias para voltar à normalidade.
O governador Márcio França recebeu representantes de três associações, que congregam 1,6 mil caminhoneiros autônomos, que reivindicavam o fim do pedágio do eixo suspenso, que já está vigorando desde quinta-feira no estado.

Abastecimento de combustíveis na cidade é retomado

Além disso, o governo paulista irá sancionar, logo que seja aprovado pela Assembleia Legislativa, projeto que autoriza o parcelamento do IPVA em 6 vezes; criar 6 pontos de parada em rodovias paulistas; formar um grupo de estudo para possibilitar a criação de dispositivo legal que permita aos caminhoneiros autônomos ter direito a crédito de ICMS ao comprar diesel (os créditos poderão ser usados na aquisição de novos caminhões, a exemplo do que já ocorre com os empresários).

O governo não precisará repor as perdas às concessionárias. Em compensação, irá prorrogar a validade dos contratos de concessão, medida que não vai onerar o Tesouro Estadual nem causar prejuízos às concessionárias.

Os reflexos da crise provocada pelos protestos ainda devem perdurar por bastante tempo. Segundo matéria do jornal “O Estado de São Paulo”, nem todos os setores têm um levantamento das perdas, mas os que já fizeram esses cálculos informam que a conta chega a pelo menos R$ 75 bilhões em perdas.

A greve dos caminhoneiros começou em 21 de maio em todo o Brasil e durou dez dias. Em Bragança Paulista, vários motoristas se mobilizaram para apoiar o movimento em rodovias do entorno da cidade. Além dos combustíveis, faltou gás de cozinha, e alguns supermercados limitaram a compra de determinados itens aos clientes. Ainda na quinta-feira, vários supermercados estavam com prateleiras vazias.

Os Correios informaram que desde o início da paralisação dos caminhoneiros o volume de objetos entregues foi aproximadamente 50% menor em comparação aos dias normais de operação, e estimam que serão necessários aproximadamente 15 dias para regularizar as operações e normalizar as entregas.