Cotidiano
Superintende da ABBC é ouvida na CEI da Saúde
publicado em 7 de julho de 2018 - Por A Imprensa de Bragança
Maria Gorete Pinafi Heged supervisionava atendimento de atenção básica e urgência e emergência no município
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga irregularidades nos contratos firmados pela Prefeitura junto à Associação Brasileira de Beneficência Comunitária (ABBC), ouviu nesta semana Maria Gorete Pinafi Heged, que foi superintende da organização social durante a vigência dos contratos.
Ela afirmou ter sido orientada a não extrapolar os serviços que constavam no contrato. “Todos os serviços nas 29 unidades de saúde passavam pela minha coordenação e supervisão, e a orientação era para que não fosse feito nada que estivesse fora do contrato, mas soube que foram executadas obras de reformas em algumas Unidades Básicas de Saúde, compra de medicamentos, serviços de leva e trás e recuperação de equipamentos quebrados”, disse Gorete.
Questionada pelos vereadores, a ex-funcionária da ABBC informou que era membro da comissão que acompanhava a execução dos contratos, e prestava esclarecimentos à Secretaria Municipal de Saúde uma vez por mês. “Participava de reuniões mensais para o esclarecimento de questões técnicas, mas também respondia a todos os questionamentos da ex-secretária Graziella Bertolini sobre a falta de medicamentos, tempo de atendimento aos pacientes na UPA e as demandas recebidas pela Ouvidoria do município”, disse.
Sobre as reclamações de profissionais que atuavam nas unidades de saúde, Maria Gorete explicou o processo seletivo para a contratação. “Foi aberto um processo seletivo, mas não houve interessados, por isso optamos por contratar pessoas jurídicas. Em algumas ocasiões ouvi queixas de atraso no pagamento, mas também vi muito corre – corre da ABBC para resolver o problema”, disse Gorete.
A supervisora citou a dificuldade para cumprir as metas de vacinação como o principal desafio da OS na gestão dos serviços no ano de 2017. Da população, Gorete apontou a busca por consultas com especialidades médicas, exames de média complexidade e falta de medicamentos fornecidos pela Secretaria Estadual de Saúde como as principais queixas.
Presidente da Comissão, o vereador Claudio Moreno (DEM) perguntou sobre a função de Edison Dias Junior na gestão da ABBC, e sobre a retirada mensal de rendimentos do gestor na terceirizada El Shaday. Na resposta, a ex-superintendente informou desconhecer os fatos.
“Durante o período em que estive na ABBC, mantive pouco contato com o Edison, pois as demandas eram tratadas com os diretores executivos da OS, Iolanda de Souza Vieira e Armando Ganen. Das empresas subcontratadas, o único contato frequente era com o senhor Francisco, do qual não recordo o sobrenome”, completou Maria Gorete.
A Comissão deve se reunir novamente na segunda-feira, dia 16.
