Saúde
HUSF aguarda posicionamento do Ministério da Saúde para liberação de recursos para Rede de Urgência e Emergência
publicado em 7 de julho de 2018 - Por A Imprensa de Bragança
Frei Roberto Santos recebeu a reportagem do BJD nesta semana e contou sobre as demandas do Hospital Universitário
O Hospital Universitário São Francisco (HUSF), mantido pela Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus, se inscreveu há aproximadamente três anos na Rede de Urgência e Emergência (RUE) do Ministério da Saúde.
Em entrevista ao BJD nesta semana, Frei Roberto Santos falou sobre a RUE e demais atividades do hospital.
Em linhas gerais, uma RUE concentra os atendimentos de urgência e emergência em hospitais de referência, como é o caso do HUSF. “Desde que nós assumimos o hospital, nós atendemos pacientes do SUS, no entanto, pacientes de urgência e emergência, alta complexidade. Baixa e média complexidades são atendidas em outras instituições”, disse frei Roberto.
A ideia dos mantenedores em aderir ao RUE é aumentar os recursos destinados pelo Ministério da Saúde ao hospital. “Nós temos profissionais altamente gabaritados que atendem situações emergenciais. Às vezes, num procedimento cirúrgico de emergência, têm-se vários profissionais e o custo dessa alta complexidade é alto”, contou frei Roberto. “A RUE seria um desafogo para nós. A Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus sempre auxilia nas contas, para não ficar no vermelho”, explicou.
O hospital sempre faz atividades para angariar fundos e ajudar nas despesas da unidade. No próximo dia 13 de julho, haverá a Noite dos Caldos, por exemplo.
O pedido da RUE para o HUSF passou pela anuência do Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS VII), já que o hospital é referência para 11 municípios. “A RUE vai nos ajudar no atendimento de mais pessoas e também a equilibrar as contas. Sem dúvida, se aprovado pelo Ministério da Saúde, será um grande ganho para toda a região”, avaliou frei Roberto.
RADIOTERAPIA
Nos últimos meses, o BJD anunciou que o HUSF irá implantar o serviço de Radioterapia. Com base no edital, o valor estimado nessa implantação, com fornecimento e instalação de equipamentos de infraestrutura (segurança, automação, prevenção e combate a incêndio, climatização), dentre outros, é de R$ 6.072.313,08 , para uma área construída total de 722,35 m².
“O novo prédio será construído dentro do complexo hospitalar do Hospital Universitário, onde atualmente fica o estacionamento. É uma alegria muito grande, uma conquista nossa”, comemorou o frei Roberto. “Ainda tenho o sonho de construir a Casa Abrigo, para ajudar os pacientes que fazem hemodiálise e quimioterapia, e os que farão a radioterapia no futuro. Nós vemos o sofrimento deles. Muitos ficam debilitados e têm que esperar ambulâncias no banco de cimento”, contou.
HEMODIÁLISE COMO REFERÊNCIA
No último final de semana, o BJD noticiou que o HUSF realizou um transplante renal após dez anos. Tal matéria teve grande repercussão, com pessoas querendo saber como entrar na fila para transplante, entre outras.
A assessoria do HUSF elaborou, a pedido do BJD, informações sobre o transplante renal.
Os rins são responsáveis por quatro funções no organismo: eliminação de toxinas do sangue por um sistema de filtração; regulação da formação do sangue e dos ossos; regulação da pressão sanguínea; controle do balanço químico e de líquidos do corpo. Quando os rins param de funcionar (geralmente abaixo de 10%), o paciente precisa de terapia renal susbtitutiva. A doença renal é causada principalmente por diabetes e pressão alta.
Existem duas formas de tratamento para pacientes renais crônicos: a diálise ou o transplante renal. A diálise pode ser feita de duas maneiras: hemodiálise (uma máquina, um “rim artificial” filtra o sangue) e diálise peritoneal (processo ocorre dentro do corpo do paciente, com auxílio de um filtro natural como substituto da função renal).
Na maioria das vezes, o transplante é indicado para doentes que já se encontram em programa de diálise. Porém, nem todos os doentes renais são candidatos aptos para o transplante.
É necessário avaliar caso a caso. Os pacientes são avaliados quanto ao seu estado geral de saúde e a capacidade de suportar a cirurgia. É importante ressaltar que o transplante renal não é a cura para a doença, apenas uma forma de tratamento.
Somente um médico especializado (nefrologista) irá indicar o melhor tratamento para os doentes renais.
Os leitores que tiverem dúvidas sobre o assunto podem enviar um email para: hemodialise.husf@alsf.org.br ou ligar para (11) 2490-1230.
